Bondade humana tem causas biológicas, mostram estudos
Este acima é o título normal da reportagem do jornal Folha de São Paulo. Você lê e entende. Mas vamos seguir adiante na reportagem.
Com a proximidade do festival de bondades obrigatórias que é o fim do ano, permita-me fazer algumas sugestões sobre o que, de fato, você deveria agradecer.
Até aí tudo bem, introduziram legal o assunto. Com direito a uma gracinha com “festival de bondades obrigatórias”, que é o natal. Até então sua cara está boa… Mas é só descer um parágrafo que a reportagem não só perde o sentido como você se pergunta “qual ervinha fumou a jornalista?? seria Sálvia??”:
Agradeça porque, pelo menos uma vez, sua mãe não afastou seu pai com nunchakus (arma de artes marciais), mas, em vez disso, permitiu contato suficiente para facilitar sua feliz concepção. Agradeça porque, quando você vai comprar coisas pálidas que se parecem com aves, o moço do balcão aceita seu cartão de crédito de boa fé, e até o devolve chamando você pelo nome errado. Agradeça pelo funcionário compreensivo do balcão de passagens da United Airlines um dia após o Dia de Ação de Graças, que entende sua necessidade de sair da cidade hoje, neste minuto, caso contrário alguém de sua família vai usar os nunchakus.
Se você tem preguiça de ler, faça o favor de usar sua quota de um parágrafo por mês e ler só este trecho. Nunchakus… Coisas pálidas…
Vejamos a cara do redator lendo esta notícia já publicada e pensando na jornalista que autorizou a matéria:














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